INSTITUTO PRATA BRASIL
PORTUGAL
Programa Social Brasil dos Sonhos;
PLANO DE NEGOCIOS
O GRUPO PRATA apresenta-se como agente catalisador de oportunidades em
variados campos economicos.
Reunindo anos de experiencia adquiridas por seus idealizadores em
gestões publicas e privadas em organizações nacionais e internacionais.
Com a crise económica e financeira sujeitou as organizações a uma
pressão constante no que concerne à sua viabilidade económica, pespectivando
muitas semelhanças com a falta de liquidez por parte do Estado impõe uma
reestruturação das organizações sociais.
Fatores como concorrência, planeamento, criatividade, inovação, e
outros passam a fazer parte da agenda do dia como pontos cruciais para o
desenvolvimento das mesmas e a prossecução dos objetivos sociais.
Neste contexto foi elaborado o Plano de Negócios ((PN)) assumindo-o como
uma ferramenta indispensável para a sua concretização, e avaliação, e
desempenho; quanto à execução dos objetivos propostos e sua concretização;
externamente utilizando-a junto da sociedade civil, privilegiando desta forma,
a relação com o mercado.
O Plano de Negócio assume que o grande desafio será a sua
aplicabilidade, com particular destaque para questões financeiras, na criação
do projecto social e ainda relativamente aos recursos humanos.
Palavras-chaves: Sustentabilidade, investimentos sociais e parcerias, ação Social benemérita,
Voluntariado, parceira com ONGS e instituições
Esse Plano de Negócios deve ser encarado como uma ferramenta
indispensável para aumentar o sucesso do “negócio”, uma vez que o mesmo poderá
trazer mais oportunidades para a Organização, tornando-se um instrumento
excelente para a captação de fundos junto aos Investidores.
No curto prazo é um fator robusto para alinhar toda a organização no
impacto a atingir, é uma forma de explorar a missão e assumir por quem é que a
organização está disposta a responsabilizar-se, é uma forma de priorizar
estratégias permitindo através de uma forma consensual provocar
“discussões/conversas” com decisões baseadas em evidências, é ainda, uma forma
concreta de percecionar os recursos disponíveis (organizacionais, necessidades
financeiras) para cumprir os objetivos.
No longo prazo, o (PN) pode representar uma mais-valia para as decisões,
uma vez que as questões colocadas durante o ((PN)) têm durabilidade, sendo
muitas delas intemporais, o que significa que a abordagem que levou ao
desenvolvimento do ((PN)) pode mais tarde ser aplicada em oportunidades e
questões que surjam no futuro.
A Missão, a Visão e os Objetivos são pontos chaves.
É indiscutível que sem uma Missão cativante e objetivos inspiradores o
negócio não terá sucesso, pelo que é aconselhável que os mesmos sejam claros
quanto ao que se faz, como se faz e o que se espera atingir por fazer.
Para priorizar a estratégia há que fazer um reconhecimento do mercado
através da identificação e exploração da sua dimensão, tendências e
oportunidades.
O envolvimento é um processo dinâmico, onde se pretende obter e
analisar informação à medida que se vai avançando, orientado pelo objetivo de
lançar um projecto social.
A criação de uma organização social deve estar totalmente focada no
mercado, com o objetivo de satisfazer uma necessidade social do mesmo, criando
valor.
Contudo, nas Organizações Sociais o envolvimento for exclusivamente
interno, o promotor deve assumi-lo na totalidade com a Organização
desenvolvendo as suas competências com esse propósito. O Suporte Financeiro é
uma constante, pois terá de ser desenvolvido em fases diferentes do processo.
Tal facto depende de uma diversidade de fatores como: recursos humanos,
capacidade financeira, criatividade e experiência.
Aliada ao sentimento da paixão e da motivação, é crucial entender se a
ideia de um projecto social é uma oportunidade no mercado em que se pretende
ser inserido, pelo que se torna premente identificar e avaliar os pontos fortes
e fracos da organização. É salientado que, apesar de ser uma maneira distinta
de modelo de projeto social, é importante perceber que tem pontos em comum com
o modelo, com fins lucrativos.
A sua implementação oferece não só novos desafios como provoca a
necessidade de novas decisões, o que tornará a organização mais fortalecida,
com quanto os pressupostos enumerados estejam alinhados com a missão.
Dado o precário panorama macroeconómico, foi identificada a
necessidade/oportunidade de várias famílias serem apoiadas na forma de bens
(alimentares, higiene casa, higiene pessoal, roupa, etc.) assim como, de uma forma
social, o “ombro amigo” que tem tempo para escutar sem pressões, sem
preconceitos, as suas questões e/ou dificuldades.
Numa fase inicial, este projeto focar-se-á, essencialmente, nas
famílias, melhorando seus padrões alimentares e sua necessidade de saude basica.
Juntos o GRUPO PRATA e a FUNDAÇÃO
MICHELANGELO pretendem beneficiar um total de 1.911 cidades localizadas em 14
Estados brasileiros.
Isto significa que
beneficiando 17.247.589 de brasileiros e 20 Distritos Portugueses, beneficiando
mais 300 mil Portugueses beneficiados.
Os recursos serão diponibilizados pelo Grupo Prata e dentro do seu
prisma o mesmo não pode prescindir da ajuda e do apoio de todos os demais
seguimentos da sociedade.
Sem este apoio será muito difícil a conclusão de seus objetivos e a
parceria eficiente dos poderes constituídos, emanando diretrizes politicas e
apoio governamental.
Ainda contamos com os colaboradores indiretos mais da metade da
população Brasileira e também Portuguesa que tem sede de fome de justiça e
igualdade no país.
OBJETIVO
Combate a insegurança alimentar e nutricional das famílias residentes
nas periferias dos centros urbanos e na zona rural de forma permanente e
sustentável.
CARACTERISTICAS PRINCIPAIS
O GRUPO PRATA não trabalha com assistencialismo e sim com as
municipalizações das ações. Promove a cidadania através da produção de
alimentos básicos e o fortalecimento dos estados no combate a fome.
METAS
A implementação dos objetivos propostos resultara em um impacto para a
população e beneficiara os municípios dos seguintes aspectos.
NUTRICIONAL
Aumento da disponibilidade de aliementos em quantidade e qualidade
Resgate e valorização de habitos e tradiçoes em termos de produção e
consumo de alimentos.
Melhoria de habitos alimentares pela diversificação na produção e no
consumo de alimentos.
BENEFICIARIOS
Toda a População Brasileira e Portuguesa, seja ela uma comunidade rural
ou urbana, organizada através de entidades comunitárias legalmente constituídas,
sem fins lucrativos e que se enquadram nas metas estabelecidas num dos eixos do
programa.
Programas deste Projeto Social são
SAUDE BRASIL PORTUGAL
Na área da saúde
serão contruidas unidades hospitalares todas munidas de unidades moveis UTI- neonatal
entre outras especializações.
ESTUDA BRASIL PORTUGAL
Serão
implantados fazenda escola no setor rural e a imcorporação de aprendizado no
próprio trabalho onde alunos e pais poderão estudar juntos.
PROJECTO BEM ME QUER
É um
projecto que fara parceria com os diversos pontos de assistência do país. Conta
com a ajuda de profissionais e voluntarios no atendimento ao público carente
portadores de doenças crônicas como Câncer, HIV, HPG E HPV.
PLANTA BRASIL PORTUGAL
No segmento
agrícola, agroindustriais e de agronegócio.
O GRUPO
PRATA ira propiciará pequenos financiamentos para pequenos e medios produtores
incentivando a exportação.
SORRISO DO POVO
É um
projecto diferenciado que trará melhorias para os consultórios dentários,
trazendo condições apropriadas para a implantação de cuidados e educação na
higiene bucal.
MORA BRASIL PORTUGAL
Na
area de construção civil a participação do GRUPO
PRATA será com obras de habitação construção e administração. Faz ainda
parte do projecto dar condiçoes a estas pessoas beneficiadas possam comprar
suas casas através de trabalhos e pagamento de juros razoáveis.
DEMONSTRANDO TAMBÉM ATRAVÉS DESTE PLANO DE NEGOCÍO ALGUMAS ATUALIZAÇÕES
EM QUESTÕES POLÍTICAS E DE DESENVOLVIMENTO GLOBAL.
Gráfico da taxa de natalidade e o quanto é importante o desenvolvimento
deste projecto com as estatísticas atuais do mundo e da sua população
suplicando por ajuda para seu desenvolvimento
De acordo com o
relatório, os países mais pobres continuam a ser os mais generosos com os
refugiados: no final do ano passado, quatro quintos dos refugiados do mundo
viviam nos 48 países menos desenvolvidos. O Paquistão acolhe o maior número de
refugiados (1,7 milhões), seguido do Irão (887 mil) e da Síria (755 mil).
O Afeganistão mantém-se
na liderança dos países de origem de refugiados, com 2,7 milhões de cidadãos
espalhados por 79 Estados. Em média, um em cada quatro refugiados é originário
do Afeganistão (95 por cento dos quais estão no Paquistão e no Irão). Segue-se
o Iraque, com 1,4 milhões de refugiados, a Somália, com 1,1 milhões, o Sudão,
com 500 mil, e a República Democrática do Congo, com 491 mil.
Observa-se um aumento
substancial do número de pedidos de asilo de menores não acompanhados,
sobretudo do Afeganistão e da Somália, em 2011, representando 34 por cento dos
pedidos (mais de 17 mil) em 69 países. Cerca de 46 por cento dos refugiados têm
menos de 18 anos de idade e, em média, as mulheres e meninas constituem 49 por
cento dos refugiados e metade dos deslocados internos.
"No ano de 2011, o
sofrimento humano atingiu uma escala épica.
Os custos pessoais
foram enormes para todos aqueles que tiveram as suas vidas drasticamente
afetadas em tão curto espaço de tempo. Estamos num momento de desafio. Em todo
o mundo, 42,5 milhões de indivíduos terminaram o ano de 2011 numa situação de
asilo, seja como refugiados (15,42 milhões), deslocados internos (26,4 milhões)
ou requerentes de asilo (895 mil).
Apesar do grande número
de novos refugiados, as estatísticas de 2011 ficaram ligeiramente abaixo dos
43,7 milhões de deslocados registados no final de 2010.
Essa diferença deve-se,
principalmente, ao grande número de deslocados internos que pôde voltar para as
suas casas. Foram 3,2 milhões de pessoas, representando o maior retorno de
deslocados internos numa década.
Entretanto, entre a
população refugiada, o número de repatriamentos voluntários em 2011 (532 mil)
foi o terceiro mais baixo numa década.
Visto numa perspectiva
de dez anos, o relatório mostra diversas tendências preocupantes. Entre elas, o
facto de as deslocações forçadas afetarem grandes grupos de pessoas por todo o
mundo, a um nível superior a 42 milhões de indivíduos nos últimos cinco anos
consecutivos. Outra tendência preocupante está relacionada com o facto de os
refugiados permanecerem nesta situação por muitos anos, vivendo em campos de
refugiados ou em condições precárias nas áreas urbanas. Do total de 10,4
milhões de refugiados sob mandato do ACNUR, quase 75% (7,1 milhões) estão pelo
menos cinco anos no exílio, aguardando uma solução para esta situação.
Nem todas as 42,5
milhões de pessoas deslocadas estão sob o mandato do ACNUR Alto Comissariado
das Nações Unidas para os Refugiados. Cerca de 4,8 milhões
de refugiados de origem palestiniana são da competência da agência UNRWA
(United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees). Entre os 26,4
milhões de deslocados internos, 15,5 milhões recebem assistência e proteção do
ACNUR. Em conjunto, o número de refugiados e deslocados internos sob mandato do
ACNUR cresceu entre 2010 e 2011, chegando a 25,9 milhões de pessoas (um
crescimento de 700 mil indivíduos).
Cerca de 80% dos
refugiados do mundo vivem próximos dos países de origem, com um impacto
negativo sobre as populações dessas regiões em geral economicamente bastante
carenciadas. De acordo com o relatório, os principais países de destino são
Paquistão (1,7 milhões de pessoas), Irão (886,5 mil), Quénia (566,5 mil) e
Chade (366,5 mil). Entre os países industrializados, a Alemanha é o único que
integra o grupo dos principais destinos, com uma população refugiada de 571.700
pessoas). O relatório ressalta, entretanto, que a África do Sul foi o país que
recebeu mais pedidos individuais de asilo em 2011 (107 mil), tendência
verificada nos últimos quatro anos.
Nas Américas, apesar de
ser a região que tem o menor número de refugiados (8%) em relação ao total
mundial, a situação, ainda assim, é preocupante. O número de pessoas sob o
mandato do ACNUR cresceu de 19,2 milhões em 2005 para 33,9 milhões em 2011, dos
quais mais de 4 milhões são refugiados, deslocados internos, retornados ou
apátridas na América Latina e Caraíbas. Nas Américas o sentido de solidariedade
com os refugiados é marcante, notado pelos esforços em garantir a proteção,
mantendo os países as suas fronteiras abertas apesar de também enfrentarem
problemas internos e crises económicas. A maioria dos refugiados é de origem
colombiana (392,6 milhares).
O Equador continua a
ser o país com a maior população refugiada (55 mil) e com 20 mil pedidos de
asilo em curso. Em segundo lugar, a Costa Rica reconheceu 12,571 refugiados. O
número de refugiados cresceu também no Chile (1,674), Panamá (2,262).
Apátridas - O ACNUR foi
criado há 60 anos com o mandato original de proteger especificamente os
refugiados, mas nas últimas seis décadas o trabalho da agência tem incluído a
ajuda a deslocados internos em diversos países e também a apátridas - pessoas
sem cidadania reconhecida por qualquer país e, consequentemente, sem a garantia
de direitos humanos que a acompanha. O relatório mostra que somente 64 governos
mantêm registos de apatridia, o que significa que o ACNUR teve acesso apenas às
estatísticas de aproximadamente 25% dos cerca de 12 milhões de apátridas no
mundo.
Segundo os dados do
estudo “Infofamília” da DGS, em Portugal, 1 em cada 14 famílias tem um problema
grave no acesso aos alimentos.
Há pelo menos 300 mil pessoas a passar fome em
Portugal.
Muitas famílias não conseguem garantir uma alimentação adequada, embora não
seja fácil chegar a números. Até porque a "cara da pobreza está a
mudar", dizem as instituições
Trezentos mil. Ou melhor, pelo menos 300 mil. É
este o número de portugueses que ainda passam fome. O número que "nos
envergonha a todos", segundo o Presidente da República.
Cavaco Silva lançou o alerta a propósito da
iniciativa "Direito à Alimentação", que quer distribuir as sobras dos
restaurantes por 4500 instituições de solidariedade e assim matar a fome às
famílias carenciadas.
"Relativamente à fome faltam dados e temos
de nos limitar ao que dizem as instituições que apoiam as famílias cadenciadas,
nomeadamente o Banco Alimentar, que apontava para 280 mil pessoas há uns meses,
antes da crise", explica o investigador Alfredo Bruto da Costa. Um número que,
entretanto, chegou aos 300 mil ao longo deste ano.
"Pelo que temos ouvido, pelos apelos de
instituições de apoio social, é possível que este número esteja a
crescer", acrescenta o especialista que tem estudado a pobreza em Portugal
desde os anos 80. E mesmo assim é difícil incluir neste número a "pobreza
envergonhada" que não procura ajuda. A crise pode mesmo inverter a
tendência de diminuição da pobreza que Portugal registou nas últimas décadas,
alerta Alfredo Bruto da Costa. "Em 2008, antes de sermos atingidos pela
crise, tínhamos 18% de pobres. Depois disso não sabemos o que aconteceu",
conclui.
Três instituições que da rua tiram a ideia de
que a vida está mais complicada são a Legião da Boa Vontade, a Comunidade Vida
e Paz (CVP) e a AMI. "Já não são só os sem-abrigo a procurar carrinhas de
distribuição de comida", diz Heloísa Teixeira, da Legião. "A cara da
pobreza mudou", reforça Elisabete Cardoso, da CVP. Já a AMI, nos primeiros
seis meses deste ano ajudou tantas pessoas como em 2005. "Recebemos
pedidos de ajuda de pessoas sem dinheiro para comer, para medicamentos, renda,
água ou uma botija de gás para cozinhar", diz Ana Martins.
Foi por chegarem cada vez mais pessoas a pedir
comida aos restaurantes que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares
de Portugal (AHRESP) avançou para a iniciativa "Direito à
Alimentação", diz o secretário-geral José Manuel Esteves. "Eram
nossos clientes na semana passada e esta semana entram de mão estendida",
explica.
A AHRESP espera que a rede que está a montar
para recolher donativos dos cerca de 25 mil associados e entregá-los às pessoas
com fome possa entrar em funcionamento já em janeiro abrangendo 4500
instituições de solidariedade espalhadas pelo País. E foi no lançamento desta
rede que o Presidente da República disse que nos "envergonha a todos saber
que há portugueses com fome". Uma frase que já lhe valeu críticas da
esquerda.
Edmundo Martinho, presidente do Instituto da
Segurança Social, reconhece que há muitas famílias que não conseguem
"assegurar um regime alimentar adequado", mas lembra que há mecanismos
para as ajudar.
Apesar de considerar "louvável"
qualquer iniciativa para ajudar pessoas em dificuldades, o responsável alerta
que "o Portugal do século XXI não deve entusiasmar--se com soluções deste
tipo, mas sim discutir as causas e encontrar soluções estruturais para resolver
os problemas das famílias com carências alimentares".
Apesar do enorme
desenvolvimento social e económico dos últimos anos, ainda existem muitas
famílias portuguesas onde se saltam refeições por não existir comida suficiente
em casa. Estas formas mais extremas de insegurança alimentar, ou fome,
coexistem com outras menos extremas, onde se esticam orçamentos ou se recorre a
comida de muito má qualidade e com excesso de calorias para obter a necessária
energia ao fim do dia.
O problema não é só
português e atinge muitos outros países europeus. Segundo os dados do estudo
“Infofamília” da DGS, em Portugal e na amostra que representava famílias que
frequentavam o Sistema Nacional de Saúde, 1 em cada 14 famílias tinham um
problema grave no acesso aos alimentos.
O problema deve-nos
preocupar, pois a nível europeu este tipo de situações são geralmente pouco
divulgadas, dado que colocam em causa todo o modelo de desenvolvimento
económico europeu. Não me recordo de a nível político e de modo próprio, esta
situação ser debatida nos fóruns europeus, a não ser a pretexto de efemérides
ou por iniciativa de ONG’s. Por outro lado, as soluções apresentadas, através
de programas alimentares especiais, dos bancos alimentares ou através de
instituições de caridade, não tratam a causa fundamental da fome: a
incapacidade para pagar os alimentos. Ao mitigarem o problema, oferecendo
alimentos, não resolvem a incapacidade das famílias para gerirem o seu parco
orçamento alimentar. Neste caso, e mais do que nunca, é necessário ensinar a
pescar para além de oferecer o peixe.
Neste sentido, têm
aparecido diversas iniciativas pelo mundo fora, onde a par da distribuição de
comida para as famílias mais carenciadas, surgem também programas de apoio à
confeção, conservação e reaproveitamento dos alimentos, através de
nutricionistas e outros profissionais de saúde.
São programas
ambiciosos, que interligam a componente técnica com a componente humana. Mas
para o fazer é necessário um investimento humano e de tempo que nesta era da
tecnocracia está muito afastada dos profissionais de saúde hiperespecializados
e dos orçamentos vocacionados para pagar equipamentos médicos e medicamentos.
O segundo obstáculo
a passar é o económico. A União Europeia possui diversos programas de ajuda
alimentar, tal como acontece nos Estados Unidos da América, onde os grandes
contribuintes são a indústria agrícola e alimentar em que os géneros
alimentícios frequentemente disponibilizados são os que se conservam melhor e
que resultam muitas vezes de excedentes da própria indústria. Infelizmente, e
em muitos casos, esses alimentos são nutricionalmente pouco interessantes e
hipercalóricos, contribuindo para o aumento dos casos de doença crónica
(particularmente diabetes e doença cardiovascular) nas populações recetoras
desta ajuda a longo prazo.
Como se não
bastasse, existe ainda um terceiro obstáculo mais recente. Os “pobres alimentares”
estão cada vez mais imprevisíveis. Já não são apenas as famílias rurais que tiveram
uma má colheita, cada vez mais as famílias urbanas, escolarizadas, com um ou
dois desempregados no agregado, onde se mantêm os encargos com filhos ou com a
habitação e onde a alimentação é a única parte do orçamento que pode ser esticada
à exaustão. Famílias e idosos a viverem sozinhos, que só em última instância
pedem ajudam alimentar, mas onde a má nutrição está presente com consequências
trágicas.
Impõe-se um novo
paradigma de apoio alimentar, não descurando os modelos tradicionais onde a
igreja e o setor da economia social são vitais. A ajuda alimentar necessita de
ser cada vez mais promotora da saúde e não apenas distribuidora de calorias com
pouco valor nutricional e com pouca supervisão. Deve criar sistemas que
permitam a participação da agricultura e agro-indústria nacionais no apoio aos
mais necessitados. Sempre que possível deve incorporar produtos frescos e da
nossa tradição alimentar. E sobre toda esta oferta deve poder existir espaço
para a capacitação dos que recebem ajuda alimentar, para serem capazes de
produzir refeições saudáveis, mas adequadas ao seu gosto e cultura.
Por fim, a
insegurança alimentar, pode a cada momento bater à porta de qualquer um de nós.
O treino para a
compra, conservação e reaproveitamento de alimentos e a produção de refeições baratas,
mas saudáveis, dentro da nossa tradição gastronómica, pode ser treinada desde cedo,
na escola, sem medo. Um desafio para o nosso futuro e para a nossa sobrevivência.
O Índice Global da
Fome 2016 divulgado pelo Instituto Internacional de Investigação sobre
Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês) coloca o Brasil como
"exemplo" no combate ao problema. O relatório cita os programas de
proteção social aplicados nos últimos anos como modelos para outros países. A
organização, porém, alerta que a crise econômica e política podem representar
uma ameaça à evolução brasileira no combate à fome.
"A expansão efetiva de programas de proteção social e de intervenção na nutrição levou a uma dramática queda na pobreza, fome e desnutrição no Brasil", afirma o relatório, publicado nesta terça-feira, em Bruxelas.
Atualmente, 1,6% da população brasileira passa fome e o índice de mortalidade entre os menores de cinco anos é também de 1,6% - o que resulta em um índice inferior a 5 pontos, de acordo com os critérios do IFPRI. Em 2001 a fome afetava 12,3% dos brasileiros e 3,2% das crianças morriam antes de completar cinco anos, segundo dados da organização.
O voluntário que faz uma cidade economizar milhões por ano para os pesquisadores, esse tipo de experiência de estratégias baseadas na proteção social no Brasil ou na agricultura familiar na China nos oferece modelos que podem ser adaptados e reproduzidos por outros países.
Os especialistas advertem, no entanto, que a atual crise poderiam prejudicar os resultados do programa brasileiro.
Com a crise econômica e política que o Brasil enfrenta atualmente, os programas públicos podem não ser mantidos e a tendência positiva na redução da pobreza e da desnutrição poderá reverter-se , afirmou Andrea Sonntag, uma das autoras do relatório, em entrevista à BBC Brasil Top 16.
O Brasil figura entre os 16 países que dividem a melhor posição no Índice Global da Fome 2016, junto com Argentina, Chile, Costa Rica e Cuba.
Todos têm índices inferiores a 5 pontos, comparado a uma média global de 21.3 pontos.
O índice é calculado com base nos níveis de desnutrição geral e infantil e na taxa de mortalidade infantil de cada país entre 2011 e 2016.
Foram analisadas as situações de 118 países em desenvolvimento.
"A expansão efetiva de programas de proteção social e de intervenção na nutrição levou a uma dramática queda na pobreza, fome e desnutrição no Brasil", afirma o relatório, publicado nesta terça-feira, em Bruxelas.
Atualmente, 1,6% da população brasileira passa fome e o índice de mortalidade entre os menores de cinco anos é também de 1,6% - o que resulta em um índice inferior a 5 pontos, de acordo com os critérios do IFPRI. Em 2001 a fome afetava 12,3% dos brasileiros e 3,2% das crianças morriam antes de completar cinco anos, segundo dados da organização.
O voluntário que faz uma cidade economizar milhões por ano para os pesquisadores, esse tipo de experiência de estratégias baseadas na proteção social no Brasil ou na agricultura familiar na China nos oferece modelos que podem ser adaptados e reproduzidos por outros países.
Os especialistas advertem, no entanto, que a atual crise poderiam prejudicar os resultados do programa brasileiro.
Com a crise econômica e política que o Brasil enfrenta atualmente, os programas públicos podem não ser mantidos e a tendência positiva na redução da pobreza e da desnutrição poderá reverter-se , afirmou Andrea Sonntag, uma das autoras do relatório, em entrevista à BBC Brasil Top 16.
O Brasil figura entre os 16 países que dividem a melhor posição no Índice Global da Fome 2016, junto com Argentina, Chile, Costa Rica e Cuba.
Todos têm índices inferiores a 5 pontos, comparado a uma média global de 21.3 pontos.
O índice é calculado com base nos níveis de desnutrição geral e infantil e na taxa de mortalidade infantil de cada país entre 2011 e 2016.
Foram analisadas as situações de 118 países em desenvolvimento.
IDEALIZAÇÃO
CEO-
DEBORAH REGINA FRANCISCON
INSTITUTO PRATA BRASIL PORTUGAL
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