PLANTA BRASIL

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brasil dos sonhos

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

PLANO DE NEGOCIO 2017



INSTITUTO PRATA BRASIL PORTUGAL
Programa Social Brasil dos Sonhos;
PLANO DE NEGOCIOS 
O GRUPO PRATA apresenta-se como agente catalisador de oportunidades em variados campos economicos.
Reunindo anos de experiencia adquiridas por seus idealizadores em gestões publicas e privadas em organizações nacionais e internacionais.
Com a crise económica e financeira sujeitou as organizações a uma pressão constante no que concerne à sua viabilidade económica, pespectivando muitas semelhanças com a falta de liquidez por parte do Estado impõe uma reestruturação das organizações sociais.
Fatores como concorrência, planeamento, criatividade, inovação, e outros passam a fazer parte da agenda do dia como pontos cruciais para o desenvolvimento das mesmas e a prossecução dos objetivos sociais.
Neste contexto foi elaborado o Plano de Negócios ((PN)) assumindo-o como uma ferramenta indispensável para a sua concretização, e avaliação, e desempenho; quanto à execução dos objetivos propostos e sua concretização; externamente utilizando-a junto da sociedade civil, privilegiando desta forma, a relação com o mercado.
O Plano de Negócio assume que o grande desafio será a sua aplicabilidade, com particular destaque para questões financeiras, na criação do projecto social e ainda relativamente aos recursos humanos.
Palavras-chaves: Sustentabilidade, investimentos sociais e parcerias, ação Social benemérita, Voluntariado, parceira com ONGS e instituições
Esse Plano de Negócios deve ser encarado como uma ferramenta indispensável para aumentar o sucesso do “negócio”, uma vez que o mesmo poderá trazer mais oportunidades para a Organização, tornando-se um instrumento excelente para a captação de fundos junto aos Investidores.
No curto prazo é um fator robusto para alinhar toda a organização no impacto a atingir, é uma forma de explorar a missão e assumir por quem é que a organização está disposta a responsabilizar-se, é uma forma de priorizar estratégias permitindo através de uma forma consensual provocar “discussões/conversas” com decisões baseadas em evidências, é ainda, uma forma concreta de percecionar os recursos disponíveis (organizacionais, necessidades financeiras) para cumprir os objetivos.
No longo prazo, o (PN) pode representar uma mais-valia para as decisões, uma vez que as questões colocadas durante o ((PN)) têm durabilidade, sendo muitas delas intemporais, o que significa que a abordagem que levou ao desenvolvimento do ((PN)) pode mais tarde ser aplicada em oportunidades e questões que surjam no futuro.

A Missão, a Visão e os Objetivos são pontos chaves.
É indiscutível que sem uma Missão cativante e objetivos inspiradores o negócio não terá sucesso, pelo que é aconselhável que os mesmos sejam claros quanto ao que se faz, como se faz e o que se espera atingir por fazer.
Para priorizar a estratégia há que fazer um reconhecimento do mercado através da identificação e exploração da sua dimensão, tendências e oportunidades.
O envolvimento é um processo dinâmico, onde se pretende obter e analisar informação à medida que se vai avançando, orientado pelo objetivo de lançar um projecto social.
A criação de uma organização social deve estar totalmente focada no mercado, com o objetivo de satisfazer uma necessidade social do mesmo, criando valor.
Contudo, nas Organizações Sociais o envolvimento for exclusivamente interno, o promotor deve assumi-lo na totalidade com a Organização desenvolvendo as suas competências com esse propósito. O Suporte Financeiro é uma constante, pois terá de ser desenvolvido em fases diferentes do processo. Tal facto depende de uma diversidade de fatores como: recursos humanos, capacidade financeira, criatividade e experiência.
Aliada ao sentimento da paixão e da motivação, é crucial entender se a ideia de um projecto social é uma oportunidade no mercado em que se pretende ser inserido, pelo que se torna premente identificar e avaliar os pontos fortes e fracos da organização. É salientado que, apesar de ser uma maneira distinta de modelo de projeto social, é importante perceber que tem pontos em comum com o modelo, com fins lucrativos.
A sua implementação oferece não só novos desafios como provoca a necessidade de novas decisões, o que tornará a organização mais fortalecida, com quanto os pressupostos enumerados estejam alinhados com a missão.
Dado o precário panorama macroeconómico, foi identificada a necessidade/oportunidade de várias famílias serem apoiadas na forma de bens (alimentares, higiene casa, higiene pessoal, roupa, etc.) assim como, de uma forma social, o “ombro amigo” que tem tempo para escutar sem pressões, sem preconceitos, as suas questões e/ou dificuldades.
Numa fase inicial, este projeto focar-se-á, essencialmente, nas famílias, melhorando seus padrões alimentares e sua necessidade de saude basica.  
Juntos o GRUPO PRATA e a FUNDAÇÃO MICHELANGELO pretendem beneficiar um total de 1.911 cidades localizadas em 14 Estados brasileiros.
Isto significa que beneficiando 17.247.589 de brasileiros e 20 Distritos Portugueses, beneficiando mais 300 mil Portugueses beneficiados.
Os recursos serão diponibilizados pelo Grupo Prata e dentro do seu prisma o mesmo não pode prescindir da ajuda e do apoio de todos os demais seguimentos da sociedade.
Sem este apoio será muito difícil a conclusão de seus objetivos e a parceria eficiente dos poderes constituídos, emanando diretrizes politicas e apoio governamental.
Ainda contamos com os colaboradores indiretos mais da metade da população Brasileira e também Portuguesa que tem sede de fome de justiça e igualdade no país.

OBJETIVO
Combate a insegurança alimentar e nutricional das famílias residentes nas periferias dos centros urbanos e na zona rural de forma permanente e sustentável.
CARACTERISTICAS PRINCIPAIS
O GRUPO PRATA não trabalha com assistencialismo e sim com as municipalizações das ações. Promove a cidadania através da produção de alimentos básicos e o fortalecimento dos estados no combate a fome.
METAS
A implementação dos objetivos propostos resultara em um impacto para a população e beneficiara os municípios dos seguintes aspectos.
NUTRICIONAL
Aumento da disponibilidade de aliementos em quantidade e qualidade
Resgate e valorização de habitos e tradiçoes em termos de produção e consumo de alimentos.
Melhoria de habitos alimentares pela diversificação na produção e no consumo de alimentos.
BENEFICIARIOS
Toda a População Brasileira e Portuguesa, seja ela uma comunidade rural ou urbana, organizada através de entidades comunitárias legalmente constituídas, sem fins lucrativos e que se enquadram nas metas estabelecidas num dos eixos do programa.
Programas deste Projeto Social são

SAUDE BRASIL PORTUGAL

 


Na área da saúde serão contruidas unidades hospitalares todas munidas de unidades moveis UTI- neonatal entre outras especializações.



ESTUDA BRASIL PORTUGAL
Serão implantados fazenda escola no setor rural e a imcorporação de aprendizado no próprio trabalho onde alunos e pais poderão estudar juntos.




PROJECTO BEM ME QUER
É um projecto que fara parceria com os diversos pontos de assistência do país. Conta com a ajuda de profissionais e voluntarios no atendimento ao público carente portadores de doenças crônicas como Câncer, HIV, HPG E HPV.
PLANTA BRASIL PORTUGAL
No segmento agrícola, agroindustriais e de agronegócio.
O GRUPO PRATA ira propiciará pequenos financiamentos para pequenos e medios produtores incentivando a exportação.


SORRISO DO POVO
É um projecto diferenciado que trará melhorias para os consultórios dentários, trazendo condições apropriadas para a implantação de cuidados e educação na higiene bucal.

MORA BRASIL PORTUGAL
Na area de construção civil a participação do GRUPO PRATA será com obras de habitação construção e administração. Faz ainda parte do projecto dar condiçoes a estas pessoas beneficiadas possam comprar suas casas através de trabalhos e pagamento de juros razoáveis.





DEMONSTRANDO TAMBÉM ATRAVÉS DESTE PLANO DE NEGOCÍO ALGUMAS ATUALIZAÇÕES EM QUESTÕES POLÍTICAS E DE DESENVOLVIMENTO GLOBAL.
Gráfico da taxa de natalidade e o quanto é importante o desenvolvimento deste projecto com as estatísticas atuais do mundo e da sua população suplicando por ajuda para seu desenvolvimento
De acordo com o relatório, os países mais pobres continuam a ser os mais generosos com os refugiados: no final do ano passado, quatro quintos dos refugiados do mundo viviam nos 48 países menos desenvolvidos. O Paquistão acolhe o maior número de refugiados (1,7 milhões), seguido do Irão (887 mil) e da Síria (755 mil).
O Afeganistão mantém-se na liderança dos países de origem de refugiados, com 2,7 milhões de cidadãos espalhados por 79 Estados. Em média, um em cada quatro refugiados é originário do Afeganistão (95 por cento dos quais estão no Paquistão e no Irão). Segue-se o Iraque, com 1,4 milhões de refugiados, a Somália, com 1,1 milhões, o Sudão, com 500 mil, e a República Democrática do Congo, com 491 mil.
Observa-se um aumento substancial do número de pedidos de asilo de menores não acompanhados, sobretudo do Afeganistão e da Somália, em 2011, representando 34 por cento dos pedidos (mais de 17 mil) em 69 países. Cerca de 46 por cento dos refugiados têm menos de 18 anos de idade e, em média, as mulheres e meninas constituem 49 por cento dos refugiados e metade dos deslocados internos.
"No ano de 2011, o sofrimento humano atingiu uma escala épica.
Os custos pessoais foram enormes para todos aqueles que tiveram as suas vidas drasticamente afetadas em tão curto espaço de tempo. Estamos num momento de desafio. Em todo o mundo, 42,5 milhões de indivíduos terminaram o ano de 2011 numa situação de asilo, seja como refugiados (15,42 milhões), deslocados internos (26,4 milhões) ou requerentes de asilo (895 mil).



Apesar do grande número de novos refugiados, as estatísticas de 2011 ficaram ligeiramente abaixo dos 43,7 milhões de deslocados registados no final de 2010.
Essa diferença deve-se, principalmente, ao grande número de deslocados internos que pôde voltar para as suas casas. Foram 3,2 milhões de pessoas, representando o maior retorno de deslocados internos numa década.
Entretanto, entre a população refugiada, o número de repatriamentos voluntários em 2011 (532 mil) foi o terceiro mais baixo numa década.
Visto numa perspectiva de dez anos, o relatório mostra diversas tendências preocupantes. Entre elas, o facto de as deslocações forçadas afetarem grandes grupos de pessoas por todo o mundo, a um nível superior a 42 milhões de indivíduos nos últimos cinco anos consecutivos. Outra tendência preocupante está relacionada com o facto de os refugiados permanecerem nesta situação por muitos anos, vivendo em campos de refugiados ou em condições precárias nas áreas urbanas. Do total de 10,4 milhões de refugiados sob mandato do ACNUR, quase 75% (7,1 milhões) estão pelo menos cinco anos no exílio, aguardando uma solução para esta situação.
Nem todas as 42,5 milhões de pessoas deslocadas estão sob o mandato do ACNUR Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Cerca de 4,8 milhões de refugiados de origem palestiniana são da competência da agência UNRWA (United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees). Entre os 26,4 milhões de deslocados internos, 15,5 milhões recebem assistência e proteção do ACNUR. Em conjunto, o número de refugiados e deslocados internos sob mandato do ACNUR cresceu entre 2010 e 2011, chegando a 25,9 milhões de pessoas (um crescimento de 700 mil indivíduos).
Cerca de 80% dos refugiados do mundo vivem próximos dos países de origem, com um impacto negativo sobre as populações dessas regiões em geral economicamente bastante carenciadas. De acordo com o relatório, os principais países de destino são Paquistão (1,7 milhões de pessoas), Irão (886,5 mil), Quénia (566,5 mil) e Chade (366,5 mil). Entre os países industrializados, a Alemanha é o único que integra o grupo dos principais destinos, com uma população refugiada de 571.700 pessoas). O relatório ressalta, entretanto, que a África do Sul foi o país que recebeu mais pedidos individuais de asilo em 2011 (107 mil), tendência verificada nos últimos quatro anos.
Nas Américas, apesar de ser a região que tem o menor número de refugiados (8%) em relação ao total mundial, a situação, ainda assim, é preocupante. O número de pessoas sob o mandato do ACNUR cresceu de 19,2 milhões em 2005 para 33,9 milhões em 2011, dos quais mais de 4 milhões são refugiados, deslocados internos, retornados ou apátridas na América Latina e Caraíbas. Nas Américas o sentido de solidariedade com os refugiados é marcante, notado pelos esforços em garantir a proteção, mantendo os países as suas fronteiras abertas apesar de também enfrentarem problemas internos e crises económicas. A maioria dos refugiados é de origem colombiana (392,6 milhares).





O Equador continua a ser o país com a maior população refugiada (55 mil) e com 20 mil pedidos de asilo em curso. Em segundo lugar, a Costa Rica reconheceu 12,571 refugiados. O número de refugiados cresceu também no Chile (1,674), Panamá (2,262).
Apátridas - O ACNUR foi criado há 60 anos com o mandato original de proteger especificamente os refugiados, mas nas últimas seis décadas o trabalho da agência tem incluído a ajuda a deslocados internos em diversos países e também a apátridas - pessoas sem cidadania reconhecida por qualquer país e, consequentemente, sem a garantia de direitos humanos que a acompanha. O relatório mostra que somente 64 governos mantêm registos de apatridia, o que significa que o ACNUR teve acesso apenas às estatísticas de aproximadamente 25% dos cerca de 12 milhões de apátridas no mundo.
Segundo os dados do estudo “Infofamília” da DGS, em Portugal, 1 em cada 14 famílias tem um problema grave no acesso aos alimentos.

Há pelo menos 300 mil pessoas a passar fome em Portugal.
Muitas famílias não conseguem garantir uma alimentação adequada, embora não seja fácil chegar a números. Até porque a "cara da pobreza está a mudar", dizem as instituições
Trezentos mil. Ou melhor, pelo menos 300 mil. É este o número de portugueses que ainda passam fome. O número que "nos envergonha a todos", segundo o Presidente da República.
Cavaco Silva lançou o alerta a propósito da iniciativa "Direito à Alimentação", que quer distribuir as sobras dos restaurantes por 4500 instituições de solidariedade e assim matar a fome às famílias carenciadas.
"Relativamente à fome faltam dados e temos de nos limitar ao que dizem as instituições que apoiam as famílias cadenciadas, nomeadamente o Banco Alimentar, que apontava para 280 mil pessoas há uns meses, antes da crise", explica o investigador Alfredo Bruto da Costa. Um número que, entretanto, chegou aos 300 mil ao longo deste ano.
"Pelo que temos ouvido, pelos apelos de instituições de apoio social, é possível que este número esteja a crescer", acrescenta o especialista que tem estudado a pobreza em Portugal desde os anos 80. E mesmo assim é difícil incluir neste número a "pobreza envergonhada" que não procura ajuda. A crise pode mesmo inverter a tendência de diminuição da pobreza que Portugal registou nas últimas décadas, alerta Alfredo Bruto da Costa. "Em 2008, antes de sermos atingidos pela crise, tínhamos 18% de pobres. Depois disso não sabemos o que aconteceu", conclui.
Três instituições que da rua tiram a ideia de que a vida está mais complicada são a Legião da Boa Vontade, a Comunidade Vida e Paz (CVP) e a AMI. "Já não são só os sem-abrigo a procurar carrinhas de distribuição de comida", diz Heloísa Teixeira, da Legião. "A cara da pobreza mudou", reforça Elisabete Cardoso, da CVP. Já a AMI, nos primeiros seis meses deste ano ajudou tantas pessoas como em 2005. "Recebemos pedidos de ajuda de pessoas sem dinheiro para comer, para medicamentos, renda, água ou uma botija de gás para cozinhar", diz Ana Martins.




Foi por chegarem cada vez mais pessoas a pedir comida aos restaurantes que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) avançou para a iniciativa "Direito à Alimentação", diz o secretário-geral José Manuel Esteves. "Eram nossos clientes na semana passada e esta semana entram de mão estendida", explica.
A AHRESP espera que a rede que está a montar para recolher donativos dos cerca de 25 mil associados e entregá-los às pessoas com fome possa entrar em funcionamento já em janeiro abrangendo 4500 instituições de solidariedade espalhadas pelo País. E foi no lançamento desta rede que o Presidente da República disse que nos "envergonha a todos saber que há portugueses com fome". Uma frase que já lhe valeu críticas da esquerda.
Edmundo Martinho, presidente do Instituto da Segurança Social, reconhece que há muitas famílias que não conseguem "assegurar um regime alimentar adequado", mas lembra que há mecanismos para as ajudar.
Apesar de considerar "louvável" qualquer iniciativa para ajudar pessoas em dificuldades, o responsável alerta que "o Portugal do século XXI não deve entusiasmar--se com soluções deste tipo, mas sim discutir as causas e encontrar soluções estruturais para resolver os problemas das famílias com carências alimentares".
Apesar do enorme desenvolvimento social e económico dos últimos anos, ainda existem muitas famílias portuguesas onde se saltam refeições por não existir comida suficiente em casa. Estas formas mais extremas de insegurança alimentar, ou fome, coexistem com outras menos extremas, onde se esticam orçamentos ou se recorre a comida de muito má qualidade e com excesso de calorias para obter a necessária energia ao fim do dia.
O problema não é só português e atinge muitos outros países europeus. Segundo os dados do estudo “Infofamília” da DGS, em Portugal e na amostra que representava famílias que frequentavam o Sistema Nacional de Saúde, 1 em cada 14 famílias tinham um problema grave no acesso aos alimentos.
O problema deve-nos preocupar, pois a nível europeu este tipo de situações são geralmente pouco divulgadas, dado que colocam em causa todo o modelo de desenvolvimento económico europeu. Não me recordo de a nível político e de modo próprio, esta situação ser debatida nos fóruns europeus, a não ser a pretexto de efemérides ou por iniciativa de ONG’s. Por outro lado, as soluções apresentadas, através de programas alimentares especiais, dos bancos alimentares ou através de instituições de caridade, não tratam a causa fundamental da fome: a incapacidade para pagar os alimentos. Ao mitigarem o problema, oferecendo alimentos, não resolvem a incapacidade das famílias para gerirem o seu parco orçamento alimentar. Neste caso, e mais do que nunca, é necessário ensinar a pescar para além de oferecer o peixe.


Neste sentido, têm aparecido diversas iniciativas pelo mundo fora, onde a par da distribuição de comida para as famílias mais carenciadas, surgem também programas de apoio à confeção, conservação e reaproveitamento dos alimentos, através de nutricionistas e outros profissionais de saúde.
São programas ambiciosos, que interligam a componente técnica com a componente humana. Mas para o fazer é necessário um investimento humano e de tempo que nesta era da tecnocracia está muito afastada dos profissionais de saúde hiperespecializados e dos orçamentos vocacionados para pagar equipamentos médicos e medicamentos.
O segundo obstáculo a passar é o económico. A União Europeia possui diversos programas de ajuda alimentar, tal como acontece nos Estados Unidos da América, onde os grandes contribuintes são a indústria agrícola e alimentar em que os géneros alimentícios frequentemente disponibilizados são os que se conservam melhor e que resultam muitas vezes de excedentes da própria indústria. Infelizmente, e em muitos casos, esses alimentos são nutricionalmente pouco interessantes e hipercalóricos, contribuindo para o aumento dos casos de doença crónica (particularmente diabetes e doença cardiovascular) nas populações recetoras desta ajuda a longo prazo.
Como se não bastasse, existe ainda um terceiro obstáculo mais recente. Os “pobres alimentares” estão cada vez mais imprevisíveis. Já não são apenas as famílias rurais que tiveram uma má colheita, cada vez mais as famílias urbanas, escolarizadas, com um ou dois desempregados no agregado, onde se mantêm os encargos com filhos ou com a habitação e onde a alimentação é a única parte do orçamento que pode ser esticada à exaustão. Famílias e idosos a viverem sozinhos, que só em última instância pedem ajudam alimentar, mas onde a má nutrição está presente com consequências trágicas.
Impõe-se um novo paradigma de apoio alimentar, não descurando os modelos tradicionais onde a igreja e o setor da economia social são vitais. A ajuda alimentar necessita de ser cada vez mais promotora da saúde e não apenas distribuidora de calorias com pouco valor nutricional e com pouca supervisão. Deve criar sistemas que permitam a participação da agricultura e agro-indústria nacionais no apoio aos mais necessitados. Sempre que possível deve incorporar produtos frescos e da nossa tradição alimentar. E sobre toda esta oferta deve poder existir espaço para a capacitação dos que recebem ajuda alimentar, para serem capazes de produzir refeições saudáveis, mas adequadas ao seu gosto e cultura.




Por fim, a insegurança alimentar, pode a cada momento bater à porta de qualquer um de nós.
O treino para a compra, conservação e reaproveitamento de alimentos e a produção de refeições baratas, mas saudáveis, dentro da nossa tradição gastronómica, pode ser treinada desde cedo, na escola, sem medo. Um desafio para o nosso futuro e para a nossa sobrevivência.
O Índice Global da Fome 2016 divulgado pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês) coloca o Brasil como "exemplo" no combate ao problema. O relatório cita os programas de proteção social aplicados nos últimos anos como modelos para outros países. A organização, porém, alerta que a crise econômica e política podem representar uma ameaça à evolução brasileira no combate à fome.
"A expansão efetiva de programas de proteção social e de intervenção na nutrição levou a uma dramática queda na pobreza, fome e desnutrição no Brasil", afirma o relatório, publicado nesta terça-feira, em Bruxelas.
Atualmente, 1,6% da população brasileira passa fome e o índice de mortalidade entre os menores de cinco anos é também de 1,6% - o que resulta em um índice inferior a 5 pontos, de acordo com os critérios do IFPRI. Em 2001 a fome afetava 12,3% dos brasileiros e 3,2% das crianças morriam antes de completar cinco anos, segundo dados da organização.
O voluntário que faz uma cidade economizar milhões por ano para os pesquisadores, esse tipo de experiência de estratégias baseadas na proteção social no Brasil ou na agricultura familiar na China nos oferece modelos que podem ser adaptados e reproduzidos por outros países.
Os especialistas advertem, no entanto, que a atual crise poderiam prejudicar os resultados do programa brasileiro.
Com a crise econômica e política que o Brasil enfrenta atualmente, os programas públicos podem não ser mantidos e a tendência positiva na redução da pobreza e da desnutrição poderá reverter-se , afirmou Andrea Sonntag, uma das autoras do relatório, em entrevista à BBC Brasil Top 16.
O Brasil figura entre os 16 países que dividem a melhor posição no Índice Global da Fome 2016, junto com Argentina, Chile, Costa Rica e Cuba.
Todos têm índices inferiores a 5 pontos, comparado a uma média global de 21.3 pontos.
O índice é calculado com base nos níveis de desnutrição geral e infantil e na taxa de mortalidade infantil de cada país entre 2011 e 2016.
Foram analisadas as situações de 118 países em desenvolvimento.

IDEALIZAÇÃO

CEO-  DEBORAH REGINA FRANCISCON
INSTITUTO PRATA BRASIL PORTUGAL





SOCIAL BRASIL PORTUGAL







segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estender as maos




Ousadia de sonhar, capacidade de concretização de seus objetivos, ânsia em fazer o bem e amor incondicional ao próximo. Essas são algumas das características, que certamente encontraremos em nossos grandes sonhadores, e fonte de inspiração para o trabalho da ONG “Projetos sociais meu sonho não tem fim”.

Seres humanos, que alem de nos deixarem seus valiosos exemplos de vida e legados, eram dotados de virtudes extremamente importantes, para superarmos nossos obstáculos do dia a dia, e principalmente, construirmos algo produtivo para o bem comum.

Esse é um de nossos maiores desafios, passarmos esses ensinamentos adiante.

Ensinamentos como, a determinação de Ayrton Senna, a fé de Madre Tereza de Calcutá, a coragem de Martin Luther King, a humildade de Albert Einstein, a cidadania de Betinho, a superação de Charles Chaplin, a liderança de Roberto Marinho, a fraternidade de São Francisco de Assis, a caridade de Chico Xavier, a generosidade de Louis Braille, a perseverança de Ludwig van Beethoven e a compaixão de Mahatma Gandhi, são apenas uma introdução a grandeza destas pessoas, que enfrentaram tantas dificuldades - de formas diversas e distintas - para alcançar seus objetivos, semeando, durante suas vidas, um mundo melhor, mais justo e fraterno, e que fazemos questão de divulgá-los, principalmente, para as comunidades mais carentes, entre nossos irmãos menos favorecidos, mostrando-lhes, dentre outras coisas, que é possível mudarem a nossa história e fazer a diferença..


Em nossas mãos
“Nossas mãos podem fazer muitas coisas...
... Oferecer apoio estender-se para consolar e amparar.
... Envolver, dando-nos carinho.
... Trabalhar, descansar.
... Desenhar no ar o ‘bom dia’ e o ‘até logo’.
Para o mudo a mão é a comunicação.
Para o idoso é a segurança.
Para o pedinte a mão estendida é súplica.
Para quem ama a mão do ser amado, é felicidade.
Para quem chora, a mão alheia é conforto.
Há mãos que ferem e destroem.
Há mãos que acariciam e alimentam.
Há mãos que violentam e amaldiçoam.
Há mãos que oram e abençoam.
Nossas mãos podem exteriorizar o amor, construindo
Hospitais, fabricando vacinas, alimentando
Famintos, medicandos enfermos...
... Podem concretizar a paz assinando tratados,
Escrevendo livros, pintando telas, esculpindo.
Nossas mãos são abençoadas ferramentas, para edificar
Nossa sociedade, apoiar os menos favorecidos e acenar
“Com a esperança de melhores dias, para todos nós.”
“Trabalhemos. A quem sofra muito mais do
Que nós mesmos. Estendamos a mão aos nexessitados